domingo, 15 de outubro de 2017

Season 1

          Das coisas mais legais que já me fizeram, pintar o céu de uma cor só nossa e me roubar as estrelas foi a sua maneira mais linda de externar tudo o que sentimos por dentro. Não achei ser possível. Desde que a viagem é feita em sua companhia, tudo tem infinitas cores e formas, e tudo é incrivelmente mais divertido. O que dizem sobre a vida ser melhor compartilhada não era bem lenda, afinal. A gente percebe que a utopia pode, sim, ser real.
          Starkru nos nomeou e sob esse título expandimos dois universos extremamente ricos. A percepção e identificação de novas pessoas do nosso povo.

ai laik jounie kom starkru.

          De amor e uma nova linguagem vivemos e construímos. Tantos lugares já conquistados e tantas aventuras ainda por vir. Nosso livro de aventuras. Up.
          Certeza eu tenho de que só cheguei a conhecer certos lugares porque estava comigo. Não me deixou desviar ou desistir de achar uma passagem entre os galhos. A recompensa logo veio quando, meio arranhados, achamos o bosque todo iluminado com cores extravagantes e transparentes. Tanta coisa única vimos juntos que eu queria ter podido fotografar pra guardar. Na mente guardado está.
          Se no início meus sentidos te chamavam inconscientemente, agora o fazem de maneira quase palpável. O quanto evoluímos até aqui meros terráqueos não entenderiam. We are starkru.

domingo, 8 de outubro de 2017

Vitrine Criativa

          Conheci a Vitrine Criativa através de um amigo que ganhou um sorteio na página do facebook. O sorteio que ele ganhou era de uma miniatura pokemon que me encantou. Quem me conhece um pouco mais sabe que sou viciado na franquia, isso desde que era bem pequeno, na época dos primeiros jogos.
          Algum tempo depois, pensando num presente criativo pra dar de mesversário de namoro, lembrei da miniatura e resolvi procurar a página. Trocadas algumas mensagens, estava feito o pedido. Muito pouco tempo depois, a atenciosa Larissa, que é a dona da página e faz tudo sozinha, me mandou mensagem informando que estavam prontos. Como ela é daqui da cidade mesmo, ela ainda fez o favor de deixar no meu trabalho.
          A Vitrine Criativa é uma loja virtual de produtos artesanais feitos manualmente. Tem de tudo um pouco. Eu já fui direito no intuito de encomendar os pokemon, mas a loja tem muito mais a oferecer. Além dos Terrários na Pokébola, tem todo tipo de tema feito em feltro. Almofadas, bonequinhos, chaveiros. Tem até kit para as aulas personalizado com temas de Star Wars e Harry Potter!
          Meus favoritos são os Terrários, mas é tanta coisa legal que dá vontade de levar um de cada. A Larissa tá aceitando encomendas e, se você tiver interesse, pode falar com ela direto nos seguintes endereços:

• Facebook          • Instagram          • E-mail: vitrinecriativa.arte@gmail.com

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Starkru

     Dos rostos e desenhos que me pinta, queria registrar todos. Guardar. Os olhos grandes de gatinho, os dengos e os cheiros. Carinho.
     Que bom é morar no abraço seu. Que o sempre seja o tempo em que nosso encaixe for perfeito. Sempre. Que possamos nos encontrar de novo e de novo. Porque o banco do co-piloto da nave que vaga pela Galáxia dos Cachos tá ali pra ser ocupado, e que o nome de reserva já tava colado bem antes de eu, de fato, perceber.
     O planeta escuro sem nome já tem pista de pouso, mas existem motivos pra ser afastado dos outros como é. O tempo de visitação ali é marcado e não se pode passar das 3h. Hora. Estranho é só acharmos que temos esse controle sobre as coisas. Todo controle é ilusório. A medida do tempo também, um dos sábios de fala malandra me contou.
     No final dos dramas, a vida é mais do que simplesmente sobreviver. Aprender que não devemos nos preocupar com o que não podemos controlar nos fez ir. Nos fez ser. Seguimos sendo. Na viagem que passa entre árvores, fumaças e estrelas, lanças não nos alcançam. Aviões voam baixo e grandes pontes são construídas como ligações nos novos lugares alcançados.
     Talvez povoar um lugar todo de você e eu seja uma idéia bem boa e tudo ganha uma vida bem própria. Starkru poderíamos chamar, foi você quem me mostrou. Quem analisar bem só vai ver amor, e isso é o que fazemos de melhor.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Enquanto toca The Kooks na nave vazia

          Não sei qual é a dessa sensação nostálgica que The Kooks me dá na mente. É como se cada acorde de violão me trouxesse de volta alguns dos olhos que já passaram por aqui. Vez ou outra o ato de explorar é feito individualmente, e quando fico sozinho dentro dessa nave imensa com tudo apagado, é como se todo o silêncio daqui fosse o som da música deles.
          Miss Atomic Bomb uma vez me ensinou que tudo bem se tudo parecer bem mas estiver uma droga. A gente tá na correria pra fazer dar tudo certo, quer a vida seja justa ou não. A companhia é sempre bem vinda, mas nem sempre ela vem. Quando não vem, os bad habits falam alto. A cerveja estoura de fria na geladeira e a minha sorte é que cozinho bem.
          Das lembranças futuro-presentes de outrora, os guardiões da nave repousam em algum lugar que não consigo encontrar, enquanto Stitch tá por aí e Sway estoura nos alto falantes. Acho que no fim das contas tudo me leva de volta a Naive, espaço de tempo-música onde tudo se firmou.
          Um assobio e uma voz suave me fazem cantarolar uma melodia conhecida por outros vocais. A releitura é um clássico pra mim e combina bem com um café fresco.
Mas a cerveja tá lá se eu precisar.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Filmes | Antes que Eu Vá (2017)

     Faz não muito tempo eu estava assistindo trailers de filmes antigos aleatóriamente pelo youtube quando, pela miniatura, vi a foto de uma atriz que eu gosto muito. Curioso, cliquei para ver o trailer. De cara, achei a história foda e fiquei muito curioso. Ao final, percebi que o filme estava para estreiar e fiquei inacreditado da minha sorte. Poucas semanas depois, por acaso, vi o cartaz num cinema que eu já não ia há anos aqui na cidade. Tudo parecia estar me chamando pra assistir. A atriz era a Zoey Deutch, e o filme era "Antes que Eu Vá".
     Sobre o filme: O filme conta a história de Samantha, uma menina que está terminando o colegial e que, junto com suas amigas, acha que o mundo gira ao redor delas. Como uma "adolescente problemática", apesar de todas as coisas aparentemente perfeitas na sua vida, ela tem problemas. Tanto em casa quanto na escola, ela tem seus próprios dilemas com pessoas e situações. Até que, num dia onde ela e suas amigas tinham várias expectativas, elas morrem. Daí por diante é que se desperta. Ela começa a reviver esse mesmo último dia todos os dias. A premissa é um tanto clichê, de fato. Mas o seu desenvolvimento é deveras interessante. É revivendo essas situações dia após dia que ela começa a enxergar onde realmente estão os problemas.

     Trilha sonora: A trilha desse filme é excelente! Dei uma pesquisada e já montei minha pastinha com todas as músicas no computador. R-E-A-L. Variando entre o cenário alternativo jovem adulto, as músicas casam bastante com a proposta da linha do tempo sequencial no filme. Uma ótima pedida pra quem gosta do estilo. 10/10.

     Enquanto vive e revive cada passo do mesmo 12 de fevereiro, Samantha tem a oportunidade de conhecer melhor as pessoas ao seu redor, mas principalmente conhecer a si mesma. Ela, apesar das atitudes, é uma boa pessoa e isso é perceptível desde o começo do filme. Gostei bastante de ver as descobertas que ela faz sobre si e sobre tudo ao seu redor e de como ela valoriza certas coisas.
     O choque, o não-saber-o-que-fazer, o surto, o desânimo, as percepções. Tudo é bastante interessante de assistir numa fotografia um tanto quanto bela.
     É bom de se identificar e de se reconhecer em várias situações. E mesmo os dias em que ela não conseguiu fechar tem aprendizados muito válidos. Sobretudo, a puta lição que o filme quer te passar - e entrega com sucesso. Eu saí do cinema bastante satisfeito com o filme e com todas as sensações que ele me deixou refletindo sobre.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Procurando Sammy

     É engraçado como nos sentimos vulneráveis e esquisitos quando estamos totalmente desconectados, né? A tecnologia em geral e a internet facilitam e fazem tantas coisas ''por nós'', e por nós quero dizer em nosso lugar mesmo, que subitamente quando nos vemos sem, nos pegamos sem saber como agir direito. Hábito, costume, talvez.
     Eis a situação: minha amiga Sammy tá sempre pelos roles da vida e toda vez que nos perdemos, pra nos encontrarmos de novo é quase como a saga de Norah em ''Nick e Norah's Infinite Playlist''. Quem assistiu o filme sabe que Norah passa diversas situações para encontrar Caroline, a amiga que sumiu e vai de role em role. E foi bem desse jeito o meu domingo.
     Tava rolando uma festa na UFJF a noite e marcamos de nos encontrar. Tive problemas pra chegar e marcamos então nosso role pro dia seguinte, domingo. A idéia era vagar pela universidade tirando fotos. Dada a hora marcada no portão de entrada, nada de Sammy. Com a bateria no final e o celular dela na caixa postal, me restava apenas esperar. Ela poderia estar atrasada. Quase uma hora se passou e nada de Sammy chegar na entrada da universidade. Resolvi, então, procurar. Afinal, ela poderia estar em qualquer lugar ali. Tá sempre cheio de grupos de gente espalhados.
     Algum tempo depois de andar bastante, encontrei uma galera fazendo o que parecia ser um piquenique. Alguém gritou o meu nome e quando vi, conhecia um dos caras do role. Umas bolinhas depois e todos começaram a procurar Sammy comigo. Andamos bastante e nem sinal dela ainda, mas a diversão já tava rolando. Eu é que não tinha sacado tanto. 
     Aproveitei e tirei algumas fotos com a minha câmera, já que já tinha levado. Onde foram parar as fotos já não sei dizer com precisão. Mas lembro de uma do chão cheio de flores rosas caídas de uma árvore, tipo como um tapete. E lembro também de uma da vista de cima da UFJF, e é uma vista do caralho.
     Umas horas depois encontrei a Julia, irmã da Sammy. Ela disse que Sammy tinha dito que me encontraria mesmo, mas que até pouco depois do almoço ainda não tinha visto ela. Ela estava na casa de alguém ali por perto onde tava rolando alguma coisa que não entendi bem. Ao menos sabíamos que ela tava pelas redondezas e isso me animou a continuar a busca. Me despedi dos caras e segui.

     A grande questão que habitava em mim nesse dia era de que eu podia me divertir sozinho também. Na semana que isso rolou, eu tava num processo profundo de auto conhecimento, de desconexão, de introspecção, até. Interagir com gente até então desconhecida, perder o domínio de qualquer que fosse a situação e não pirar por isso, me deixar levar. Tudo isso fez com que eu me sentisse muito mais dono de mim mesmo e também capaz de sentir o novo de algum jeito estranho. Eu não sei o porque disso ter virado um post ou qualquer coisa assim, mas sinto um bem danado de lembrar desse dia por causa de todas as sensações boas que ele me proporcionou.

     E a Sammy? Ó ela aí! No final do role, já tava escurecendo e eu já tinha aceitado que não nos veríamos naquele dia, mas com a certeza de ter me divertido muito. Tanto nos meus momentos sozinhos de reflexões e fotos enquanto caminhava, quanto no role divertido com os caras. Descendo a caminho de casa, logo que passei pelo portão sul da universidade, dei de CARA com ela.

PS: Não acabou aí. Pouco depois iniciei ela na sua jornada pokémon. Levei ela pra capturar o primeiro e a reação está devidamente gravada em vídeo. Onde foi parar o vídeo? Provavelmente tá junto com as fotos da câmera em algum lugar.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Yantra Store

     A Yantra Store é uma lojinha de Mandalas muito delícia!
     As mandalas servem como amuletos de energias. Canalizam, intensificam, purificam. A combinação de cores pode ser escolhida de acordo com o tipo de energia que se quer equilibrar no ambiente, mas também pode ser simplesmente decorativa. Os objetivos são bem pessoais e individuais mesmo. Fato é: não dá pra olhar por mais de 1 minuto sem se encantar e querer levar alguma. Tem de vários tamanhos, das mais variadas cores e os preços são bem amigos!

     A Yantra Store foi idealizada e é administrada pela Julia Itaborahy. Além da página do facebook, não é raro vê-la pelas feirinhas e eventos alternativos aqui por Juiz de Fora. Dia desses a vi pelo campus da UFJF e acompanhei um pouquinho da exposição dos trabalhos dela.
     A Julia me contou que a idéia surgiu depois de fazer uma oficina de mandalas com a galera da PLUR, um festival cultural que rola aqui em JF. Apaixonada pela idéia, começou a aprender mais para se desenvolver profissionalmente, experimentando novas linhas e confeccionando peças com cada vez mais qualidade.
     Segundo a própria Julia, a origem do nome, Yantra Store, veio dos elementos contidos nas mandalas.

     "Yantra é um desenho geométrico. E mandala em sânscrito significa "círculo" e também possui outros significados como "círculo mágico" ou "concentração de energia". Os círculos são universalmente associados à meditação, a cura e o sagrado, que funcionam como chaves para os mistérios do nosso interior e que, quando utilizados com este objetivo, remetem ao encontro com os mistérios de nossa alma. E, além disso, cada cor ajuda a harmonizar algo específico. Dá pra criar mandalas de acordo com o que cada pessoa procura."

     O cuidado e o carinho com a confecção de cada peça são capazes de deixar qualquer ambiente mais aconchegante e leve. As mandalas conseguem transmitir a energia delas pra quem compra. Um trabalho muito bonito de se admirar e sentir.


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