terça-feira, 11 de julho de 2017

Filmes | Antes que Eu Vá (2017)

     Faz não muito tempo eu estava assistindo trailers de filmes antigos aleatóriamente pelo youtube quando, pela miniatura, vi a foto de uma atriz que eu gosto muito. Curioso, cliquei para ver o trailer. De cara, achei a história foda e fiquei muito curioso. Ao final, percebi que o filme estava para estreiar e fiquei inacreditado da minha sorte. Poucas semanas depois, por acaso, vi o cartaz num cinema que eu já não ia há anos aqui na cidade. Tudo parecia estar me chamando pra assistir. A atriz era a Zoey Deutch, e o filme era "Antes que Eu Vá".
     Sobre o filme: O filme conta a história de Samantha, uma menina que está terminando o colegial e que, junto com suas amigas, acha que o mundo gira ao redor delas. Como uma "adolescente problemática", apesar de todas as coisas aparentemente perfeitas na sua vida, ela tem problemas. Tanto em casa quanto na escola, ela tem seus próprios dilemas com pessoas e situações. Até que, num dia onde ela e suas amigas tinham várias expectativas, elas morrem. Daí por diante é que se desperta. Ela começa a reviver esse mesmo último dia todos os dias. A premissa é um tanto clichê, de fato. Mas o seu desenvolvimento é deveras interessante. É revivendo essas situações dia após dia que ela começa a enxergar onde realmente estão os problemas.

     Trilha sonora: A trilha desse filme é excelente! Dei uma pesquisada e já montei minha pastinha com todas as músicas no computador. R-E-A-L. Variando entre o cenário alternativo jovem adulto, as músicas casam bastante com a proposta da linha do tempo sequencial no filme. Uma ótima pedida pra quem gosta do estilo. 10/10.

     Enquanto vive e revive cada passo do mesmo 12 de fevereiro, Samantha tem a oportunidade de conhecer melhor as pessoas ao seu redor, mas principalmente conhecer a si mesma. Ela, apesar das atitudes, é uma boa pessoa e isso é perceptível desde o começo do filme. Gostei bastante de ver as descobertas que ela faz sobre si e sobre tudo ao seu redor e de como ela valoriza certas coisas.
     O choque, o não-saber-o-que-fazer, o surto, o desânimo, as percepções. Tudo é bastante interessante de assistir numa fotografia um tanto quanto bela.
     É bom de se identificar e de se reconhecer em várias situações. E mesmo os dias em que ela não conseguiu fechar tem aprendizados muito válidos. Sobretudo, a puta lição que o filme quer te passar - e entrega com sucesso. Eu saí do cinema bastante satisfeito com o filme e com todas as sensações que ele me deixou refletindo sobre.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Procurando Sammy

     É engraçado como nos sentimos vulneráveis e esquisitos quando estamos totalmente desconectados, né? A tecnologia em geral e a internet facilitam e fazem tantas coisas ''por nós'', e por nós quero dizer em nosso lugar mesmo, que subitamente quando nos vemos sem, nos pegamos sem saber como agir direito. Hábito, costume, talvez.
     Eis a situação: minha amiga Sammy tá sempre pelos roles da vida e toda vez que nos perdemos, pra nos encontrarmos de novo é quase como a saga de Norah em ''Nick e Norah's Infinite Playlist''. Quem assistiu o filme sabe que Norah passa diversas situações para encontrar Caroline, a amiga que sumiu e vai de role em role. E foi bem desse jeito o meu domingo.
     Tava rolando uma festa na UFJF a noite e marcamos de nos encontrar. Tive problemas pra chegar e marcamos então nosso role pro dia seguinte, domingo. A idéia era vagar pela universidade tirando fotos. Dada a hora marcada no portão de entrada, nada de Sammy. Com a bateria no final e o celular dela na caixa postal, me restava apenas esperar. Ela poderia estar atrasada. Quase uma hora se passou e nada de Sammy chegar na entrada da universidade. Resolvi, então, procurar. Afinal, ela poderia estar em qualquer lugar ali. Tá sempre cheio de grupos de gente espalhados.
     Algum tempo depois de andar bastante, encontrei uma galera fazendo o que parecia ser um piquenique. Alguém gritou o meu nome e quando vi, conhecia um dos caras do role. Umas bolinhas depois e todos começaram a procurar Sammy comigo. Andamos bastante e nem sinal dela ainda, mas a diversão já tava rolando. Eu é que não tinha sacado tanto. 
     Aproveitei e tirei algumas fotos com a minha câmera, já que já tinha levado. Onde foram parar as fotos já não sei dizer com precisão. Mas lembro de uma do chão cheio de flores rosas caídas de uma árvore, tipo como um tapete. E lembro também de uma da vista de cima da UFJF, e é uma vista do caralho.
     Umas horas depois encontrei a Julia, irmã da Sammy. Ela disse que Sammy tinha dito que me encontraria mesmo, mas que até pouco depois do almoço ainda não tinha visto ela. Ela estava na casa de alguém ali por perto onde tava rolando alguma coisa que não entendi bem. Ao menos sabíamos que ela tava pelas redondezas e isso me animou a continuar a busca. Me despedi dos caras e segui.

     A grande questão que habitava em mim nesse dia era de que eu podia me divertir sozinho também. Na semana que isso rolou, eu tava num processo profundo de auto conhecimento, de desconexão, de introspecção, até. Interagir com gente até então desconhecida, perder o domínio de qualquer que fosse a situação e não pirar por isso, me deixar levar. Tudo isso fez com que eu me sentisse muito mais dono de mim mesmo e também capaz de sentir o novo de algum jeito estranho. Eu não sei o porque disso ter virado um post ou qualquer coisa assim, mas sinto um bem danado de lembrar desse dia por causa de todas as sensações boas que ele me proporcionou.

     E a Sammy? Ó ela aí! No final do role, já tava escurecendo e eu já tinha aceitado que não nos veríamos naquele dia, mas com a certeza de ter me divertido muito. Tanto nos meus momentos sozinhos de reflexões e fotos enquanto caminhava, quanto no role divertido com os caras. Descendo a caminho de casa, logo que passei pelo portão sul da universidade, dei de CARA com ela.

PS: Não acabou aí. Pouco depois iniciei ela na sua jornada pokémon. Levei ela pra capturar o primeiro e a reação está devidamente gravada em vídeo. Onde foi parar o vídeo? Provavelmente tá junto com as fotos da câmera em algum lugar.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Yantra Store

     A Yantra Store é uma lojinha de Mandalas muito delícia!
     As mandalas servem como amuletos de energias. Canalizam, intensificam, purificam. A combinação de cores pode ser escolhida de acordo com o tipo de energia que se quer equilibrar no ambiente, mas também pode ser simplesmente decorativa. Os objetivos são bem pessoais e individuais mesmo. Fato é: não dá pra olhar por mais de 1 minuto sem se encantar e querer levar alguma. Tem de vários tamanhos, das mais variadas cores e os preços são bem amigos!

     A Yantra Store foi idealizada e é administrada pela Julia Itaborahy. Além da página do facebook, não é raro vê-la pelas feirinhas e eventos alternativos aqui por Juiz de Fora. Dia desses a vi pelo campus da UFJF e acompanhei um pouquinho da exposição dos trabalhos dela.
     A Julia me contou que a idéia surgiu depois de fazer uma oficina de mandalas com a galera da PLUR, um festival cultural que rola aqui em JF. Apaixonada pela idéia, começou a aprender mais para se desenvolver profissionalmente, experimentando novas linhas e confeccionando peças com cada vez mais qualidade.
     Segundo a própria Julia, a origem do nome, Yantra Store, veio dos elementos contidos nas mandalas.

     "Yantra é um desenho geométrico. E mandala em sânscrito significa "círculo" e também possui outros significados como "círculo mágico" ou "concentração de energia". Os círculos são universalmente associados à meditação, a cura e o sagrado, que funcionam como chaves para os mistérios do nosso interior e que, quando utilizados com este objetivo, remetem ao encontro com os mistérios de nossa alma. E, além disso, cada cor ajuda a harmonizar algo específico. Dá pra criar mandalas de acordo com o que cada pessoa procura."

     O cuidado e o carinho com a confecção de cada peça são capazes de deixar qualquer ambiente mais aconchegante e leve. As mandalas conseguem transmitir a energia delas pra quem compra. Um trabalho muito bonito de se admirar e sentir.


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sábado, 29 de abril de 2017

Outono Passado

     Início do Outono e aquela nostalgia chega discreta tentando arrancar a casquinha do machucado que você deixou. Já era março quando você me drogou e viciou em café desesperadamente? As cenas desconexas na minha cabeça me confundem e fazem achar que levou mais tempo pra me tornar dependente, mas analisando friamente até que a data faz certo sentido.
     A tentativa falha de reviver o que já morreu há tempos fica aqui tentando me arrancar mais um escrito, como quem espreme até secar a última gota. Inútil, afinal. A nave, consertada há anos, descobriu outro sistema e mudou-se há tempos. Anos-luz. É quase como se o arrepio do frio trouxesse as melodias e as conversas todas de volta.
     Tem coisa que é boa de se viver, mas que termina no exato tempo de ter seu fim. Eventualmente lembrar-se disso não é ruim, é apenas lembrar. No passado ter seu lugar.

sábado, 25 de março de 2017

Planeta sem nome

     Faz parte do bloqueio essa ansiedade maldita que insiste em me acordar às 3 a.m. e em reviver as cenas dos meus clássicos em situações cotidianas? Carmen, Hora, Filha do Mar. Referências em meio a originalidades me fazem virar em claro com altas expectativas. Em algum ponto, e não sei mesmo dizer qual, isso se funde ao mar de outros continentes e tudo vira uma coisa só. Uma coisa só, nenhuma coisa. O -in- fluxo me lançou a um planeta total desconhecido na Galáxia dos Cachos, e tudo aqui é um tanto confuso.
     Stitch e os olhos de gatinho me ajudam a desbravar, mas existem certos cantos onde a passagem cabe um lugar só. D. Moss se faz presente, sempre com alguma lição ou recordação importante. Por agora, não me deixa esquecer que o caminho certo é pra frente, e que o ''pra frente'' pode ter vários desvios se não souber enxergar com clareza. As incertezas parecem desfocar e abafar os caminhos estreitos das passagens de um lugar só, dificultando a identificação dos novos horizontes.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Fluxo - antes

Tempos sombrios fora de mim, tempos sombrios dentro de mim.

     Briarcliff parecia o paraíso comparado ao que vivemos, viveremos. Não temos Sister Jude, não temos Lana. Não sei se teremos Stitch e os seus olhos de gatinho. Em meio a tantas cores e tantos planetas na Galáxia dos Cachos, há também o planeta cinza que vaga desordenado numa órbita diferente dos outros, cujas terras são totalmente desconhecidas. Talvez à espera de que um visitante desbrave seus caminhos.
     Dozen parece extremamente habitado e Castell já soa como familiar. Seria esse o objetivo de tanto a desbravar? Há bandeiras por esperar. Num mar de referências e metáforas me afogo e o cinza pareço buscar. Os olhos de gatinho me confortam como nunca antes e isso torna confusa a decisão de seguir a partida constante.
     Entre ventríloquos e rabiscos, me perco belos bosques de Alice. O sorriso grande e disforme do gato me leva a beira das águas não mais habitadas por Ariel. Quem são os diabos marinhos que agora habitam? Muito me lembram Grindylows e Sereianos. Não dá pra dizer. O estalo ocorre no tempo exato de poder observar ao longe um casal descendo o monte ao horizonte. O vento carrega palavras por entre o silêncio ensurdecedor que tanto diz. Algo sobre os mistérios de alguém.
     O anseio pelo novo faz mundos se revelarem. Mundos cheios de gente e de histórias particulares e - por que não? - peculiares. Estar preso numa ponte incomum faz o mundo girar. As reviravoltas do tempo só podem mesmo me fazer pensar no sentido real daquela grande ilha. Tantos recortes e os mais variados frames, juntos, fazem construir uma nova história única por si só. Referências.
     Segue o - in - fluxo.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Séries - The 100

     De todas as séries que já me viciei, cada uma que seja especial terá seu espaço por aqui. A mais recente é The 100 e eu não consigo mais não pensar nela.
     A série se passa 97 anos depois de uma guerra nuclear na Terra. Os sobreviventes moram numa estação espacial, composta por um total de 12 estações, na órbita da Terra. Com poucos recursos, eles tem sua própria lei e qualquer um que cometa algum crime é punido com ejeção ao vácuo do espaço, exceto se tiver menos de 18 anos. Estes ficam presos. Ao verem seus recursos chegando ao fim, eles precisam saber se a Terra é habitável novamente. Decidem então pelo projeto ''The 100'', que consiste em mandar 100 desses jovens prisioneiros de volta ao planeta. Cada um deles com uma pulseira tecnológica desenvolvida para monitorar suas condições e transmitir o efeito de cada estado em cada um dos 100. Ao chegar em terra firme, eles percebem que não estão sós.
     É muito difícil falar sobre The 100 sem dar nenhum tipo de spoiler. Tudo o que se segue a partir do momento em que eles chegam em terra firme mostra que o que achávamos que sabíamos era, na verdade, apenas a ponta do iceberg.
     É preciso ter um pouco de paciência com os personagens no início. A formação de cada um se dá por inúmeros estereótipos que com o passar do tempo são quebrados de formas muito interessantes. A reviravolta do sentimentos pelos personagens é algo muito positivo. Eu não consegui me afeiçoar a nenhum deles durante a primeira temporada, e, hoje, após terminar a terceira, me liguei demais a alguns. Outra coisa importante: as atuações melhoram absurdamente na sequência dos eventos. The 100 é uma série que se revela muito com o passar dos episódios, e uma das poucas séries que já vi até hoje que não tem os ''dramas para encher linguiça''. São poucos episódios por temporada que garantem uma sequência direta e firme.
     Elementos: coisa que gosto demais, demais mesmo, é uma história bem construída repleta de características e elementos interessantes. Frases específicas, objetos, pinturas, cores. Não tem muito como falar sobre os elementos de The 100 sem dar spoiler. Mas são muito legais e isso me pegou muito também.
     A construção dos mundos e de toda a história dos personagens é muito (!!) rica. Isso deixa a excitação de acompanhar a série num ponto alto. Eu devorei a segunda temporada em dois dias.
É legal ver também que cada uma das temporadas gira em torno de um conflito bem diferente da anterior. Quem poderia imaginar a origem daquilo tudo na terceira temporada? Os plot twists são bem fodas. A terceira temporada é a mais densa e me deu uma aflição revoltada de seguir, porém de algum jeito bom.
     A quarta temporada estréia dia 01/02 e com ela vem um novo foco, diferente das outras 3 anteriores. Isso mantém a série viva mas com a história ainda longe de ter um fim. Espero que seja renovada. Minha frustração de acompanhar série corrente é a possibilidade de ser cancelada antes do fim realmente planejado. Já aconteceu antes, falarei disso em outros posts. Espero que este não seja um caso.
Atenção: Essa lista pode variar de acordo com a temporada em que você está assistindo.

Personagens pra amar: Octavia, Raven e Lexa.
Personagens pra odiar: Finn, Jaha, Pyke.