No anseio do que sei que posso ser, me derrubo e caio eternamente no espiral escuro infinito onde o grito não tem som. Na mesma analogia de sempre, que em outra vida a minha psicóloga disse que era boa, porém mais sinistra e profunda. Parece que a gente tá preso em repetir a mesma porra de padrões, por mais que em contextos totalmente diferentes. Se a variante que se repete somos nós, então o problema tá aqui dentro. Deve ser. Chegando a essa conclusão meio merda mas honesta, não tem algo realmente novo sob o sol. Talvez o que tenha de novo seja o padrão de atitude que tento adotar.
Durante tanto tempo fui tanto pra todo mundo que estafei e agora não tenho conseguido ser nem pra mim. Pra tudo me fecho e onde permaneci cada vez mais o tempo se esgota. Acho que dessa vez não vai ter ninguém pra apertar o botão da emergência e a escotilha vai gritar aquele som ensurdecedor com tudo. Talvez a implosão seja necessária pra limpar tudo que tem. Quando a Terra reinicia tudo sempre fica melhor, não é? É o The 100 da vida real, mas esse é outro texto.
Não sou muito essa pessoa que acredita em ciclos, mas ando observando muito as coisas e pessoas ao meu redor. Quero quebrar esses padrões porque realmente eu tô de saco cheio de viver no mesmo esquema como se fizesse parte de uma série em que os roteiristas perderam a criatividade e ficam criando conflito x resolução x conflito x resolução.
É bem verdade que preciso ser honesto, apesar dessa fórmula falida, idêntica aquela série de zumbi que a gente costumava adorar, até que o roteirista tem sido bastante criativo. No lado bom, tenho levado meu filme pra lugares, feito conexões e trocas riquíssimas. Isso me faz sentir vivo.
A real mesmo é que só quero viver.
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